A Velha Costureira

Era uma vez e não era uma vez uma casa bonita no meio da floresta.  Nela moravam uma velha, uma mulher e seus dois filhos e uma criada… o marido estava na guerra.Não se sabia ao certo se a guerra iria acabar, ou quando.A mulher chorava na janela, as crianças tinham fome e tentavam correr atrás de pequenas aranhas que surgiram nas paredes.Fazia frio e a criada não tivera tempo de ir buscar lenha, pois as latas de mantimentos estavam vazias Não havia mais farinha nem grãos.A velha dormia e uma agitação a acordou.Levantou-se, foi até a cozinha, a criada corria de um lado para outro com pedaços de pão. Foi até a sala, as crianças correram até seus pés, vovó vovó!!! Temos fome!!! Quero leite vovó.Ela ternamente acariciou os cabelos da menina, e perguntou o que o menino tinha na mão.Veja vovó peguei uma aranha! ela não me mordeu!A velha foi até a varanda onde sua filha estava, apenas um lenço cobria parte das suas costas, e o seu peito recebia todo o vento frio diretamente.A velha parou por um instante em silêncio, ajeitou o lenço da filha mais próximo ao pescoço, e disse: venha.Ao entrar novamente na sala com a filha um silêncio tomou conta do ambiente, a menina que já se arrastava no chão caçando outra aranha levantou – se batendo a poeira da roupa. O menino que planejava puxar a irmã pelas pernas aquietou-se.O silêncio foi breve.A velha disse, vamos vamos, peguem minha caixa de costura por favor.As crianças correram, a velha e a filha sentaram-se lado a lado e trocaram um breve sorriso.Logo as crianças chegaram e espalharam pelo chão todos os retalhos, linhas e botões coloridos.
– Vamos fazer uma boneca!- Você, faça a cabeça. Disse apontando para a neta
– Você faz o cabelo. Disse ao menino.
– Olhando para a filha ela disse: você terá que encher a boneca.
– Eu fico com o corpo e com a roupa. Está frio, e ela deve estar aquecida não é mesmo?
A menina disse: vovó não temos tecido suficiente para a roupa. 
– Veja! São vários pedacinhos pequenos.
– A velha disse: vamos unir os retalhos e faremos um lindo vestido colorido.
– E eles costuravam, todos! Menos a mãe que aguardava para encher a boneca.
– Quando a velha terminou ela disse: vá até a cozinha, e pegue grãos para enchermos a boneca.Ao chegar na cozinha a mulher disse à criada:Preciso de um pouco de grãos, mamãe está enchendo bonecas para distrair as crianças.   A criada virou- se e disse: não, não, a senhora está enganada. Não é só pra divertir as crianças que ela costura.
A criada começou a abrir as tampas das latas uma a uma e perguntou:Qual grão a senhora escolhe? E sorriu.Alguém bate na porta, era o jovem da casa do rio.Olá, meus pais pediram para que eu mandasse um carrinho de lenha, já está escurecendo e não vimos a criada cortando nada hoje.
A velha já costurava o último retalho da roupa da boneca, enquanto as outras mulheres acendiam a lareira e as crianças tomavam sopa. 

Colorin colorado, este cuento aún no se há acabado.

Natália Machado | Prem Keshariny

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